28 de fev. de 2012

Fandemônio nº 2: Mapeando um genoma literário

Por Roberto de Sousa Causo

O Brasil, evidentemente, não é um país de literatura popular. Mas somos um país de importação de literatura popular.
No século XIX, importávamos o folhetim francês serializado em jornais e revistas, como mandava o figurino. Nas décadas de 1930 e 40, pirateávamos as pulp magazines americanas, inglesas e francesas – aqui chamadas de “revistas de emoção”. E nas décadas de 1960 e 70, quando passamos a orbitar a cultura e o poder político dos EUA, importamos gêneros como ficção de detetive, ficção militar, western e ficção científica. Durante todo esse trajeto, escritores e escritoras do Brasil escreveram, para chegar ao assunto deste texto, ficção científica.
Tivemos um Período Pioneiro, de meados do século XIX a meados do século XX. Joaquim Manoel de Macedo (1820-1882), o autor de A Moreninha (1844), que muitos consideram o primeiro romance brasileiro, escreveu o conto “O Fim do Mundo em 1857”, de 1856 – candidato a primeiro texto do gênero no Brasil. Macedo também foi autor do romance humorístico de fantasia moralista, A Luneta Mágica (1869). Já Augusto Emílio Zaluar (1826-1882) publicou O Dr. Benignus (1875), inspirado nas narrativas dos franceses Jules Verne e Camille Flammarion, e talvez o primeiro romance brasileiro de FC. Machado de Assis (1839-1908) tem em “O Imortal” (1882) uma narrativa gótica com o esboço de um argumento científico inserido no meio de uma intriga com índios brasileiros, conspiradores ingleses e mercenários holandeses, e que eu incluí na antologia Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica. Ainda no século XIX, Emília Freitas (1855-1908), escreveu a divertida fantasia feminista, A Rainha do Ignoto.
No século XX, Lima Barreto (1881-1922), Gastão Cruls (1888-1959), Monteiro Lobato (1882-1948), Menotti del Picchia (1892-1988), Erico Verissimo (1905-1975), Jerônymo Monteiro (1908-1970), Afonso Schmidt (1890-1964) e dezenas de outros compuseram textos no que podemos chamar de ficção científica. Mas em geral é uma FC que o leitor atual dificilmente reconheceria. Isso porque até mesmo os gêneros populares possuem a sua própria história literária, na qual subgêneros, temas, recursos narrativos e modos de caracterização evoluem, perdem interesse, desaparecem e, reconquistando o interesse, reaparecem.
Essas narrativas brasileiras também têm sua evolução, comunicam-se entre si, agregam temas e objetivos que depois se dissipam ou se reorganizam. Em cem anos muita coisa pode acontecer, e é um artifício crasso mas inevitável agrupar toda essa produção numa única chave: o “Período Pioneiro”. Isso ocorre unicamente se pensarmos a FC como literatura de tradição própria e voltada a públicos específicos. Essa visão da FC como gênero especializado só viria a acontecer depois de 1957, quando começa, na esteira orbital do Sputnik, a Primeira Onda da FC Brasileira.
Só em 1958 surgiu a primeira antologia dedicada ao gênero montada no Brasil (e só com autores estrangeiros): Maravilhas da Ficção Científica. Também em 1958, Rubens Teixeira Scavone (1924-2007) lança o seu primeiro romance, O Homem que Viu o Disco-Voador. Em 1959, o editor Gumercindo Rocha Dorea coloca nas livrarias a coleção Ficção Científica GRD. Trazia clássicos internacionais ao lado de autores brasileiros como o próprio Scavone e o veterano Jerônymo Monteiro, além de escritores de prestígio que se mostravam interessados em FC: Dinah Silveira de Queiroz (1911-1982), Antonio Olinto (1919-2009) e Fausto Cunha (1923-2004), entre vários outros.
De 1972 a 1982, a tendência sempre presente dos autores mainstream (a alta literatura) investirem na FC se acentuou, quando eles a descobriram como arma crítica apontada contra a ditadura militar. Foi o Ciclo ou Onda de Utopias e Distopias, que produziu um romance tão significativo quanto Não Verás País Nenhum (1982), de Ignácio Loyola Brandão.
Na década de 1980 surge a Segunda Onda, agora no bojo de um movimento de fãs, o fandom, que já existira durante a Primeira (o primeiro fã clube apareceu em 1965, a Associação Brasileira de Ficção Científica). Esse movimento apresentava fanzines, clubes, encontros, convenções e muita correspondência. Entre os seus nomes mais significativos estão Braulio Tavares, Finisia Fideli, Gerson Lodi-Ribeiro, Henrique Flory, Ivan Carlos Regina, Ivanir Calado e Roberto Schima.
Tudo isso (e muito mais) forma a história do gênero pelas mãos dos brasileiros. Mas história, é claro, pode ser algo que se vive ou que apenas se registra. Na literatura, a história viva é o diálogo do texto de agora, com os textos do passado.
Numa situação ideal, os melhores trabalhos dos vários períodos da história da nossa FC deveriam constituir uma base para a construção de uma ficção que incorporasse ou que se posicionasse perante questões, temas e leitmotifs criados ao longo dos anos – o genoma da FC brasileira. Mas a situação ideal nem sempre existe.
Quanto a isso, há um primeiro aspecto a considerar: o principal produto da cultura brasileira é o esquecimento. Isso ocorre em todos o campo das artes. O segundo aspecto, que se comunica inevitavelmente com o primeiro, é o fato da maior parte do material que compõe essa história específica não estar largamente disponível aos interessados. E o terceiro, o mais determinante de todos, é o peso de uma influência mais lateral – a dominante FC anglo-americana.
Essa questão da influência estrangeira sempre representou um embaraço em especial para a FC brasileira, que resultou, a propósito, no “Manifesto Antropofágico da Ficção Científica Brasileira” (1988) de Ivan Carlos Regina (veja a discussão a respeito, no “Fandemônio N.º 1”).
Contudo, nenhuma literatura nacional que se preze prescinde do diálogo com outras literaturas. No nosso caso, ficou evidente, com a publicação de Ficção CientíficaBrasileira: Mitos Culturais e Nacionalidade no País do Futuro (2004), de M. Elizabeth Ginway, que a influência estrangeira nem sempre resulta no decalque irrefletido, e que muitos dos ícones do gênero reencarnaram na Terra Brasilis com cara própria.
O problema surge quando essa tradição estrangeira de FC, por ser muito mais bem-sucedida do que a variante local, funciona como desculpa para se ignorar o passado da FC brasileira. Postura que foi defendida, explícita ou implicitamente, por volta de 2007, nos primeiros momentos da Terceira Onda da FC Brasileira (de 2004 ao presente).
Essa postura não era novidade. Ela certamente emana da dinâmica do fandom, e me faz lembrar a tentativa de fãs da Segunda Onda de decretar que não existira fandom antes – noção que não resistiu às evidências (encontros, convenções, fã-clubes e fanzines existentes antes de 1982). No caso da Terceira Onda, alguns dos seus primeiros defensores afirmaram que autores da Primeira e Segunda eram sisudos, acadêmicos e ufanistas, e que a Terceira seria o avanço inevitável: “Quando o automóvel surgiu não foram poucos os críticos do novo tipo de transporte que clamavam que ele não iria vingar”, escreveu Charles Dias, membro da Terceira Onda, na lista de discussão do CLFC, “sorte dos cavalos que esses críticos estavam errados”.
A Segunda Onda estaria não apenas desatualizada, em especial perante o fenômeno da Internet – cujo advento para muitos serve como divisor de águas, justificativa para um deletar de tudo o que veio antes. Ela seria culpada de não ter conseguido popularizar a FC brasileira – o que é a mais pura verdade, embora os acusadores tratem esse fracasso de modo absoluto, sem discutir contexto e circunstâncias. Mas também é verdade que toda obra de qualidade dentro da Primeira e Segunda Ondas não deixa de ser uma contribuição concreta para a caminhada da FC brasileira que rascunhei acima, merecendo ser lembrada. Na época de tais declarações, Cesar Silva já dispensava o argumento de choque de gerações como um fenômeno do fandom: “É natural [aos novos autores que não participaram da formação de uma identidade local para a FC] que desconheçam o que seus antecessores conquistaram e rejeitem às estruturas ‘ultrapassadas’ que parecem delimitar o ambiente que escolheram para brincar (afinal, pela lógica, se veio antes tem que ser necessariamente ultrapassado) e que, principalmente, não batem com aquilo que aprenderam a gostar. [...] Assim são os fãs. [E os] fãs têm até o direito de serem reacionários. Só querem divertir-se.”
O que motivava o discurso de ruptura, eu imagino, foi o desejo de ser pioneiro, de vestir o manto das realizações de uma literatura que faz parte da cultura popular do momento, que permeia a Internet e que mobiliza paixões entre os seus aficionados. Pouco importa que, para a cultura literária do país, tradição e reconhecimento crítico sejam mais importantes do que pioneirismo ou sucesso de vendas.
Naquela mesma época eu preparava para a Devir a primeira antologia de uma série que visa justamente destacar e lembrar obras da FC brasileira do passado. Lançado em 2007, Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica reuniu onze contos que iam de 1882 a 1997, incluindo histórias de Machado de Assis, Gastão Cruls, André Carneiro, Rubens Teixeira Scavone e Jorge Luiz Calife. Foi seguida de Os MelhoresContos Brasileiros de Ficção Científica: Fronteiras em 2009, com quatorze narrativas de 1910 a 2001: contos de Lima Barreto, Afonso Schmidt, Lygia Fagundes Telles, Braulio Tavares e vários outros. Finalmente, em 2011 apareceu As Melhores NovelasBrasileiras de Ficção Científica, trazendo quatro histórias que vão de 1936 a 1998. Com sorte, esse programa de resgate vai continuar com mais antologias nos próximos anos, juntamente com alguns romances que merecem ser lembrados, e que a Devir deverá republicar, como já fez com aqueles da TrilogiaPadrões de Contato (1985, 1986 e 1991), de Jorge Luiz Calife.
É o único programa desse tipo em desenvolvimento no Brasil, embora a Devir também tenha permitido o resgate de outras histórias de relevo na antologia AssembleiaEstelar: Histórias de Ficção Científica Política (2011), organizada por Marcello Branco, e Braulio Tavares tenha dado a sua excelente contribuição com a antologia Páginas do Futuro: Contos Brasileiros deFicção Científica, lançada pela Casa da Palavra em fins de 2011, com histórias de Rachel de Queiroz, Ataíde Tartari, Joaquim Manoel de Macedo, Rubem Fonseca, Finisia Fideli, Fábio Fernandes, André Carneiro, Luiz Bras, etc., de 1856 a 2009. Juntos, esses títulos compõem um esforço no sentido de trazer ao interessado obras que seus editores propõem que sejam lembradas.
O meu projeto dos “melhores contos” já circulava antes de ser aceito pela Devir, mas a editora o abraçou porque seu Diretor Editorial, Douglas Quinta Reis, foi leitor dessa FC antiga e, como editor, tem a postura de “colocar as coisas em perspectiva” – outra maneira de dizer que o passado importa. Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica foi um sucesso de venda no selo Pulsar da Devir. Já sobre o volume Fronteiras, o escritor Luiz Ruffato escreveu: “Roberto de Sousa Causo vem prestando um enorme serviço à literatura brasileira, não só por meio de ensaios e antologias como esta [Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica: Fronteiras], onde demonstra a existência (e até certa ‘tradição’) do gênero entre nós, mas principalmente pelo incentivo aos jovens escritores que pretendem caminhar por essa seara, vista com maus olhos por crítica e público (que não acredita que nós, brasileiros, possamos escrever boas histórias de ficção científica).”
O material selecionado para essas antologias tem uma “carência” de oito anos – quer dizer, só é incluído o que saiu pela primeira vez há oito anos ou mais. É inevitável que textos surgidos da Terceira Onda venham a aparecer (se a Devir continuar investindo no projeto). Histórias de autores associados a ela – como Luiz Bras, Jacques Barcia e Brontops Baruq – já foram selecionadas (o que não quer dizer que serão publicadas, já que as negociações ainda não aconteceram).
Mas fico particularmente feliz ao ver que outros também se dedicam ao resgate e à apreciação das boas obras do passado. Cesar Silva e Marcello Branco, os editores do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, têm uma seção de efemérides a cada novo Anuário, e resenham obras significativas dos momentos anteriores.
Mais recentemente, o escritor Luiz Bras (pseudônimo de um importante nome do mainstream brasileiro) resolveu movimentar o cenário, obrigando 50 personalidades da Segunda e Terceira Ondas, de dentro e de fora do meio acadêmico, do Brasil e do exterior, a refletirem e sugerirem três apostas para melhor conto brasileiro de FC. “Se perguntarem a escritores, professores, críticos e jornalistas do mainstream quais são os melhores contos brasileiros já publicados”, Bras escreveu, “nessa seleção certamente aparecerão ‘Missa do Galo’ de Machado de Assis, ‘Negrinha’ de Monteiro Lobato, ‘O Homem que Sabia Javanês’ de Lima Barreto, ‘O Pirotécnico Zacarias’ de Murilo Rubião, ‘Feliz Aniversário’ de Clarice Lispector, ‘A Terceira Margem do Rio’ de Guimarães Rosa, ‘A Caçada’ de Lygia Fagundes Telles, ‘Uma Vela para Dario’ de Dalton Trevisan, ‘Feliz Ano-Novo’ de Rubem Fonseca…”
Bras se perguntou se havia um cânone consolidado para o conto de FC brasileira, e pôs os 50 sujeitos para trabalhar. O resultado foi uma lista dos “Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica”, que inclui alguns velhos favoritos como “A Escuridão” (1963), de André Carneiro, e “A Ética da Traição” (1993), de Gerson Lodi-Ribeiro.
O resultado motivou Cesar Silva a resgatar uma antiga pesquisa semelhante feita pelo fanzine Megalon em 1998 (e que, infelizmente, misturava contos e romances, o que costuma confundir bem as coisas). Em 2010, Silva já havia fornecido a sua lista pessoal dos melhores romances da FC brasileira, uma reflexão ainda mais incomum, já que romances de FC são mais raros do que contos e noveletas.
Esse tipo de preocupação com os marcos do gênero é comum no exterior. A revista Asimov’s Science Fiction de março de 2012 trouxe um editorial de Sheila Williams, chamado “Whose Canon?” ou “cânone de quem?”, que coincide com a discussão lançada por Bras e Silva. Williams lembra que em 2008, numa convenção de FC, participou de um painel em que o tema era “O Cânone de FC para Ficção Curta”: “pediram que considerássemos se havia ‘contos e novelas que nós todos deveríamos ler’”, ela escreveu, “ou não haveria nenhuma leitura requerida, nesse formato?’”
A menção de uma antologia editada por Robert Silverberg, The Science Fiction Hall of Fame (1970), serviu para aquecer o debate. Existe um número considerável dessas antologias “dos melhores”, no mercado anglo-americano. Em minha biblioteca eu encontro The Mammoth Book of Vintage Science Fiction Short Novels of the 1950s (1986), editada por Isaac Asimov, Martin Greenberg & Charles Waugh; vários volumes da série Science Fiction Hall of Fame: The Novellas, editados por Ben Bova na década de 1970; Science Fiction from the Thirties (1977), editada por Damon Knight; além de Modern Classics of Science Fiction (1992) e Modern Classic Short Novels of Science Fiction (1994), ambas editadas por Gardner Dozois. Só para citar algumas, e nem é preciso dizer que elas inspiraram meu projeto de antologias dos melhores contos e novelas brasileiras.
“Cânone”, porém, é palavra incômoda para muitos. Como Bras sugere ao citar aqueles contos do mainstream lembrados pela intelligentsia literária, cânone é uma lista de obras cuja importância já se sedimentou. A lista forma um laço não só com o passado, mas – por cristalizar um conjunto de valores literários – também com o futuro, na medida em que esses valores irão influir na produção literária futura.
Conforme surgem visões divergentes, o cânone passa a ser alvo de críticas. Questiona-se o que foi incluído, e o que foi excluído. Quais obras, quais autores, quais valores ficaram de fora e por quê. Tornou-se comum a formação de cânones alternativos, como o de escritoras ou de afro-descendentes. O próprio Luiz Bras me disse que o cânone do conto, embutido em um livro como Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século (2001), antologia editada por Ítalo Moriconi, está mais do que incompleto com a exclusão de “A Escuridão”, de Carneiro, ou de “Mestre-de-Armas”, de Braulio Tavares.
Igualmente, o cânone não deve pautar a opinião do leitor individual, fechando-a para a divergência e a alternativa (e que talvez explique a exclusão da FC daquela antologia de Moriconi e de outras). Ele funciona como indicação de leitura, não como régua definitiva de uma literatura. O editorial de Williams termina com a admoestação: “A responsabilidade terrível de se gravar um conjunto pessoal ‘do melhor da ficção científica’ cabe a cada um de nós, sozinhos.”
Questionar o cânone é uma prática necessária ao leitor consciente da complexidade cultural em que ele vive.
Mas quando o fã brasileiro de FC diz que essas listas e antologias dos melhores são besteira, mesmo que ele esteja dando preferência à sua lista pessoal, tal declaração vem antes do fato. O que ela afirma é que a ausência de um conjunto de valores literários é melhor do que a construção de um conjunto de valores – postura que provavelmente se ampara na existência de um cânone estrangeiro, herdado e nunca questionado.
Pensar num cânone para a FC brasileira questiona o cânone da FC anglo-americana (o conjunto de valores que ele apresenta), mesmo sem negá-lo. Um questionamento importante e necessário.
E para quem começa agora a escrever FC brasileira e não pensa em olhar para trás, a minha admoestação: quem não está disposto a lembrar, dificilmente será lembrado.



Roberto de Sousa Causo é autor dos livros de contos A Dança das Sombras (Caminho, 1999), A Sombra dos Homens (Devir, 2004), dos romances A Corrida do Rinoceronte (Devir, 2006) e Anjo de Dor (2009), e do estudo Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil (Editora UFMG, 2003), que recebeu o Prêmio da Sociedade Brasileira de Arte Fantástica.
Seus contos foram publicados em revistas e livros de dez países. Foi um dos três classificados do Prêmio Jerônimo Monteiro (1991), da Isaac Asimov Magazine, e no III Festival Universitário de Literatura, com a novela Terra Verde (2000); foi o ganhador do Projeto Nascente 11 (da USP e do Grupo Abril) em 2001 com O Par: Uma Novela Amazônica, publicada em 2008. Completando um trio de novelas de FC ambientadas na Amazônia, Selva Brasil foi lançado em 2010 pela Editora Draco.
Causo escreveu sobre os seus gêneros de interesse para o Jornal da TardeFolha de S. Paulo e para a Gazeta Mercantil, para as revistas ExtrapolationScience Fiction StudiesCultCiência HojePalavra Dragão Brasil.
Mantém coluna quinzenal sobre ficção científica e fantasia no Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br), a revista eletrônica do Portal Terra. O jornal A Tarde disse sobre ele: “Roberto de Sousa Causo é um dos mais atuantes escritores brasileiros de FC, horror e fantasia.” Vive em São Paulo, com esposa e um filho.

Um comentário:

Goulart Gomes disse...

Excelente texto! Colocarei um link para ele em meu site.