19 de mai. de 2011

Porque só a poesia salvará o mundo

Amanhã, Especial Poesia n’O BULE, com Munique Duarte, Bárbara Lia e Reinaldo Ramos. Hoje, uma palhinha do que está por vir.


Por Munique Duarte: Viajor mequetrefe

Com as mãos
Afasto as nuvens
Pesadas
Deslumbro faces
Sem corpos
Que não me interessam
Tento pouso ali mesmo
Jogada em vento macio
Oferecem cálice de neblina
Nada me satisfaz
Permanecerei pouco
Estrelas como lanternas
Não afastarei mais as nuvens
Nimbos, cúmulos de absurdos
Tenho as mãos ocupadas
Desabotoando meus versos.

Por Bárbara Lia: Dentro da minha flor me escondo...

Baile das harpias
Em árvores carbonizadas
Rindo do fim
Fumaça sangra
Nosso jardim
A alma do éden
Adoentada.

Por Reinaldo Ramos: Subúrbio Líquido

Eu preciso mesmo
é de uma suburbana
que renove seu estoque de amor
toda semana
que seja cafoninha
e também seja sacana
que não tenha lido Bauman
e que ame de verdade
com corpo líquido
e alma de carne
e que se derrame inteira assim
pra reunir as duas partes
de seu amor por mim.

4 comentários:

Anônimo disse...

As 3 poesias são otimas mas confesso que a do Reinaldo Ramos me agradou mais. Parabéns aos 3 escritores e ao projeto desse site. Afinal toda forma de expressão é arte e deve ser divulgada!
Kisses,RobertaKeli

Chris Araújo Angelotti disse...

Poesia é a voz da alma.
Gostei. Tenho a minha preferida,mas os três são ótimos.

Paulo Laurindo disse...

A ação benfazeja da poesia é sempre no tempo presente. E não precisa ser boa, porquanto isto é relativo. Basta que acenda acordes em nosso peitos cavos.

Parreira disse...

Se o aperitivo já é bom assim, imagine o Especial!