24 de mai. de 2011

CorraAtrásDessesLivros (9ª edição)

> Christiane Angelotti sugere:
Crime e Castigo, do escritor russo Fiodor Dostoiévski – Um livro intenso com uma narrativa forte e marcante. Dostoiévski com seu personagem central nos envolve de uma forma singular.
O que leva uma pessoa a cometer um crime? Pobreza, injustiça social, vontade, doença, ganância? E as consequências disso?
Um jovem estudante de direito, Raskólnikov, que vive há algum tempo longe da família e com dificuldades financeiras, arquiteta minunciosamente um plano para conseguir dinheiro, matando uma senhora agiota que era considerada uma má pessoa pela maior parte da sociedade. Porém as coisas não saem totalmente como ele planejou e ele acaba assassinando também a irmã de sua vítima.
Após isso, o jovem passa a ser atormentado por sua consciência.
A história é rica em tramas paralelas, diálogos e reflexões que levam o leitor à crítica e reflexão do comportamento humano.
O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas – É de longe o meu livro preferido. Daqueles em que sinto necessidade de ler de tempos em tempos.
O livro conta a história de um marinheiro, Edmond Dantès um homem bom e honesto que vê sua vida mudar radicalmente quando é preso injustamente acusado de traição. Roubam-lhe o amor,a liberdade e a fé.
Na prisão conhece um velho clérigo de quem fica amigo. Por meio dessa amizade, Dantés cresce intelectualmente e espiritualmente. Apesar disso, alimenta seu desejo de vingança. Quando o clérigo morre, Dantès escapa da prisão e toma posse de uma misteriosa fortuna, tornando-se o Conde de Monte Cristo.
O que me encanta nesse romance é que Dumas consegue mostrar todas as transformações pelas quais o personagem central passa. De um de jovem crédulo, ingênuo a um homem que vingativo e cheio de artimanhas.
Políticas, amor, inveja, ódio, compõem essa trama.
O livro é também um retrato da França pós Napoleão Bonaparte e antes da democracia ser instaurada, com seus militares, burgueses e todos os nobres que faziam parte da corte e para os quais tudo gira em torno do dinheiro.
Alexandre Dumas escreveu o Conde de Monte Cristo durante 2 1/2 ano entre 1844 e 1846, em capítulos e publicado inicialmente em formato de folhetim em jornal.
O Tempo e o Vento, Érico Veríssimo – Na verdade é uma trilogia. Composta de O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1961).
O romance épico narra a história da família Terra Cambará dos séculos XVIII ao XX e através dela, a história da colonização do Rio Grande do Sul.
Veríssimo, que levou 15 anos para escrever a trilogia, nos presenteia com personagens fortes e marcantes, sobretudo as personagens femininas que norteiam toda a história.
Com um realismo cinematrográfico, um toque autobiográfico, romance e política, O Tempo e o Vento é uma das obras mais belas da literatura brasileira.
Minibio da autora: Christiane Angelotti é escritora e editora do site educativo ABC KIDS. Colunista do site Sobrecapa, escreve para os Blogs: Ler pra Ser e Diário de uma Paulistana. Publica contos infanto-juvenis para livros didáticos de diversas editoras do Brasil e Portugal. Colaboradora na Fundação Padre Anchieta para material de apoio da Prefeitura de São Paulo.


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> Celly Borges sugere
Joana d'Arc – Reminiscências pessoais de Joana d’Arc pelo Senhor Louis de Conte (seu Pajem e Secretário), de Mark Twain – Esta magnífica obra de Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens (1835-1910), levou doze anos de pesquisas para ser concluída, adorada pelo autor, ignorada por muitos.
Prefiro Joana d’Arc a qualquer outro de meus livros, e ela é, de fato, minha melhor obra”, escreveu em sua Autobiografia.

A vida de Joana d’Arc (1412-1431) foi fantástica. Quando menina vivia em Domrémy, livre e feliz, apesar de bastante pobre, e foi lá que recebeu as mensagens de Deus, para que libertasse a França dos ingleses. Ouvia vozes e tinha visões. A maioria desacreditou naquela criança, achavam que estava louca, que era uma bruxa.

Foi enganada pela elite da Igreja, que a fez assinar papéis dizendo ser a liberdade, porém, como Joana não sabia ler, assinou sua confissão. Confissão de que era herege. Nem mesmo a Igreja acreditou que Deus falava com ela.

Por isso, foi queimada na fogueira, por ser considerada bruxa.

Adoro a história de Joana d’Arc, neste livro, ela é contada por seu Pajem e Secretário Louis de Conte.

Mas a ironia fica por conta da Igreja, novamente, que anos depois a canonizou. Tirou-a do Inferno e elevou ao Céu. Trinta de maio é o dia de Joana d’Arc.

Infelizmente este livro é pouco conhecido, e por isso, pouco valorizado.

A Pedra da Lua, de Wilkie Collins – A Pedra da Lua é um diamante, que carrega uma maldição, e foi roubado do templo em que o encerrava, e, anos depois, foi deixado como herança à jovem Rachel Verinder, mas qual o motivo do tio deixá-lo para a sobrinha sendo que ele fora maltratado ao visitá-la anos atrás, talvez vingança?

A Pedra da Lua foi roubada! O Superintendente Seegrave, substituído pelo Sargento Cuff, homem inteligente que, nos detalhes, percebe as grandes pistas, diferente do colega que fez estragos ao praticamente culpar os empregados do roubo do Diamante. O Sargento prefere colocar como "A Pedra da Lua foi perdida".

Narrado em forma de diário – dizem que esta obra inspirou Bram Stoker, autor de Drácula a escrever desta forma –, cada personagem deve contar sua versão dos acontecimentos, alguns deles são queridos e outros extremamente irritantes, como a cristã obstinada, Srta. Clack.

Publicado originalmente em forma de folhetim na revista All Year Round, de Charles Dickens, entre janeiro e agosto de 1968, é tido como o início do romance policial moderno. Sem dúvida, altamente recomendado, para fãs do gênero e de grandes obras.

Minibio da autora: Celly Borges nasceu. Sobrevive em Curitiba, é apaixonada pelos livros e mantém o blog Mundo de Fantas no mundo dos livros (http://mundodefantas.blogspot.com/), onde escreve resenhas e divulga a LitFan Nacional. Autora de contos nos livros Insanas... elas matam! e Extraneus 3 – Em Nome de Deus. É revisora e editora do Selo Fantas de Literatura Infanto-juvenil da Editora Estronho. Encontre-a por aí. Twitter: @cellyborges. E-mail: madizzys@yahoo.com.br

3 comentários:

wagner bezerra pontes disse...

Já li O livro Crime e Castigo, e vale muito ler ele... o final é sensacional!!! XD

Já assisti o filme O conde do Monte Cristo mas quero ler o livro algum dia... boas dicas!


Abraço!

Parreira disse...

Parabéns às autores. É um prazer tê-las aqui conosco.

Parreira disse...

"Às autores"? dããããã