14 de jan. de 2011

'Contrafeito', de Juliano Ribas


Contrafeito, primeiro romance de Juliano Ribas, traz as vozes de frequentadores dos mais diversos círculos sociais – políticos, milionários, ladrões, mendigos, prostitutas, assassinos, fronteiriços – e arremessa o leitor, com sua prosa dinâmica, bem humorada e surpreendente, no turbilhão interior do personagem principal, Charles Rodrigo, que opta pela escalada social por meios ilícitos sem nunca saber, no entanto, exatamente o que busca. O romance, explica o autor, curitibano que vive em São Paulo, “é fruto de observação, memórias, vivências e alguns delírios. Claro que alguns autores de que gosto estavam sempre por perto, empilhados ao lado do teclado”.

A vida entre carburadores não está à altura das aspirações de Charles Rodrigo. Mantido o ponto morto em sua trajetória, a inércia o presenteará com a vida de seu pai: a herança da pequena oficina no quintal de casa, o casamento com a garota bonita do bairro, que controla suas ações e não cede completamente aos seus desejos de adolescente. A todos, no entanto, a oportunidade de escolher a estrada a seguir. Quando a bifurcação surge após uma curva, Charles não titubeia: deixa a família e a garota para se juntar a um promissor empresário do ramo do roubo de automóveis, da falsificação de produtos e do contrabando.

Do velho Galaxie emprestado da oficina da família à potente caminhonete roubada no Paraguai, do limitado perímetro do bairro da infância às estradas que cruzam o país, do garoto que auxilia o pai no trato com virabrequins, embreagens e amortecedores ao braço direito de um poderoso chefe de quadrilha, muita coisa mudará na vida de Charles.

O dinheiro do crime lhe permitirá o acesso ao luxo, à riqueza, às altas rodas onde a corrupção, o tráfico de influência e a ostentação dão as cartas. Algo, no entanto, nele permanecerá inalterado: a sensação de que toda e qualquer estrada o conduzirá a um lugar ao qual ele não pertencerá.

Já o texto de Juliano Ribas pertence aos domínios da ficção, e nele está bem situado: “Gosto de acessar o banco de dados de minha cabeça, fazer combinações entre o que há por lá e tentar transformar tudo em uma mentira da qual não se possa negar a verdade. É uma forma de raciocínio, certas vezes matemático, que não permite nenhum elemento a mais ou a menos. Essa equação já existe, pronta e resolvida, em algum lugar do universo. Me atrai a busca dessa mentira verdadeira. A mentira perfeita”.
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Trecho do livro
O cara do balcão põe uma garrafa que só de olhar percebo que não está lá essas coisas de gelada. A ampola tem gotículas, não o fino veludo de gelo que deveria cobrir o vidro âmbar. Cerveja quente é a cara desse momento. Falta só a mulher fria, o uísque fajuto, o bêbado mala, o vendedor de poesia, as crianças com sândalo, a puta enjoada, os polícias batendo, uns porcos comendo, alguém vomitando, um carro buzinando, alguém brigando, uns ratos correndo, um homem caído, um velho gemendo, uma barata escalando, um odor exalando, um assaltante atirando, um viciado pirando, um esgoto estourado, um perobo folgado, o baseado de orégano, o dinheiro roubado, o traveco sacana, o tênis furado, o crente pregando, o trovador trovando, o mano rimando, os truqueiros jogando, os babacas falando, os playboys se achando, um político discursando, a televisão ligada em mais um campeão de audiência. Hoje é um dia miserável em sua vida, Charles! Aproveite com toda intensidade este momento. O negócio não é viver o momento?
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Autor: Juliano Ribas
Formato: 14 x 21 cm
272 páginas, brochura
Preço: R$ 36,00
ISBN: 978-85-7816-064-7
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Sobre o autor:
Juliano Ribas de Oliveira nasceu em Curitiba, em julho de 1973, e vive em São Paulo. É também publicitário e músico.

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20 comentários:

felipe lessa disse...

@lessafelipe lessafelipe@yahoo.com.br

Anônimo disse...

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Priscila Damascena disse...

Priscila Damascena
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Sidney Andrade disse...

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Fernanda Schimanski disse...

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Katia Mota disse...

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angela d.canfora disse...

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Eduardo Silveira disse...

opa

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Tom disse...

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Mônica Curvello disse...

Mônica Curvello (@MonkkaCurvello)
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Elvys B. Soares disse...

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Fabiana Farias disse...

@fabibfarias

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Cláudio B. Carlos disse...

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Cris disse...

@crislinardi
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Anônimo disse...

Dale buleiros, cá estou.

@doalf
andrelucas.fernandes@gmail.com

Abração a todos.

Adrianna Alberti disse...

Adrianna Alberti (@tykkaa)
tykkita@gmail.com

Vinicius Cardoso disse...

viniciuscardoso.ufpi@gmail.com
@vac_cardoso

Unknown disse...

Quando vc falou "o traveco", (foi ironia?)pois é "a traveca". Poderia comentar um pouco mais o realismo da cena.
Petrônio

Felipe Arruda disse...

Retuitei! @felipemiguel :-)

Renata Neves disse...

Gostei da trama! Uma história nacional assim merece atenção.

Estou participando!

candynata1@hotmail.com
@candygn