25 de jun. de 2010

Apresentação de 'Meus olhos verdes'

Por Rogers Silva
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Concebida entre janeiro e setembro de 2002 (ou seja, há oito anos), e uma das primeiras que escrevi na vida, decidi publicar a narrativa Meus olhos verdes justamente por ser a que menos gosto do livro Manicômio. Como assim? Considero-a exageradamente realista e um pouco ingênua. No entanto, de todas as pessoas que a leram, não houve uma sequer que não tenha gostado dela. Isso muito me intriga. Como assim? Há contos dos quais gosto muito (todos os escritores têm as suas preferências) que, por outro lado, não são nenhuma unanimidade entre os leitores. E justamente a narrativa que menos gosto é apreciada por todos que a leram? Há algo de errado em tudo isso – ou em mim ou nos leitores de Meus olhos verdes.

Meus olhos verdes é a história de um amor traído. Basta saber se ele, o protagonista, foi traído por si mesmo, pela incomunicabilidade ou pelo mistério escuro e louco das pessoas. Um leitor mais inexperiente e menos proficiente não conseguiria ler senão uma história de uma traição que não tem nada de humano, senão de novelístico. No entanto, nas entrelinhas há uma outra história, mais humana, demasiadamente humana. Como disse Ney César sobre ela:

O leitor às vezes tem pensamentos outros, que o levam a sentir de uma obra aquilo que o autor nem sonhou. E não é o leitor que está errado. Acontece apenas a junção entre os caminhos reais e objetivos do texto e os caminhos subjetivos do leitor. E esses caminhos reais às vezes diferem dos caminhos subjetivos do próprio autor.

Com a publicação de Meus olhos verdes como um folhetim, alguns capítulos por semana, é isso que quero provar (ou não).
Espero que acompanhem e gostem.
Abraços & Beijos.

3 comentários:

Parreira disse...

Tá bom, mas quando é que começa, pô!?

Rogers Silva disse...

porra, parreira, faz pergunta difícil não!
:D

Fernanda Schimanski disse...

Bem, eu li todos os capítulos publicados até o presente momento, sem intervalos. E como tu mesmo disseste Rogers, o texto é realista, pois o leitor consegue se visualizar um pouco de si nos personagens. Eu me vejo um tanto Geisel nos detalhes, porém sem olhos verdes! Já a ingenuidade pra mim, vem da naturalidade na sequência dos acontecimentos. Aquele não esperado, meio que deixado de lado que vem e nos arrebata os sentidos, um sentimento que nos pega que calças curtas literalmente - os melhores. No mais, ansiosa pra ler os próximos capítulos!